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TV JORNAL

sábado, 31 de maio de 2014

Idoso preso por comércio ilegal de munições em SURUBIM

Pratica comum no Agreste

Foto: Tenente Marinho/ Reprodução/ WhatsApp

Um idoso foi preso por suspeita de envolvimento no comércio ilegal de munições no município de Surubim, Agreste de Pernambuco. De acordo com os policiais do 22º Batalhão, a venda ilegal era feita em uma banca de fogos de artifício na feira livre da cidade.

Com Severimo Alfredo da Silva, de 79 anos, foram apreendidas várias munições de arma de fogo e artefatos como espoleta e pólvora, sendo 100 munições de calibre 22, cinco de calçibre 38, uma de calibre 36, além de 80 caixas de espoletas e quarenta quilos de chumbo e mais de cem recipientes de pólvora. 

Segundo a polícia, o suspeito já responde na justiça por posse ilegal de arma de fogo. Desta vez, ele foi caminhado à Delegacia de Limoeiro e foi autuado em flagrante por posse ilegal de munições e artefatos, sendoliberado após o pagamento de fiança.

Fonte: Diário de Pernambuco

quarta-feira, 28 de maio de 2014

PROGRAMAÇÃO DO MAIOR SÃO JOÃO DA REGIÃO - SANTA MARIA DO CAMBUCÁ

Prefeitura de Santa Maria do Cambucá divulga a Programação oficial para as festas juninas neste ano de 2014. 






Foto: Divulgação
Da Redação com: kaline Aragão
Na manhã desta Quarta-Feira, 28 foi lançada a programação do Maior São João do Agreste em 2014.
maior festa popular do Agreste de Pernambuco acontecerá entre os dias 12 de junho a 28 de julho e promete trazer muito forró e animação.

Confira abaixo a programação completa:
12/06-Amazan, Forró Zero Bala, Digão Ferraz
!4/06 - Forrozão das Antigas, Leo Guilherme & Santrope, Bicho do Mato
21/06 - Capim com Mel, Luiz Vieira,  Caru Forró
23/06 - Vilões do Forró, Mistura do Pará
28/06 - Musa do Calypso, Anjos do forró, Forró Masseta

Outros eventos ainda serão divulgados.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Maria UPP mostra a cara e abre o jogo: "já saí com mais de mil PMs. Fiz porque gosto"

Maria UPP mostra a cara e abre o jogo: "já saí com mais de mil PMs. Fiz porque gosto" 

Patrícia Alves, a Maria UPP, perdeu a mesada da família, mas não se arrepende dos casos com PMsReprodução/Rede Record

A personagem que fez sucesso e causou muita polêmica na última semana não se arrepende de nada. A Maria UPP, mulher que apareceu em fotos de orgias com policiais de Unidades de Polícia Pacificadora, afirmou, em entrevista à Rede Record, que já saiu com mais de mil PMs. Perguntada sobre o motivo, Patrícia Alves, uma pernambucana de 23 anos, foi sucinta.
— Fiz porque gosto de sair com os “polícia”. Já saí com mais de mil.
A Maria UPP, que prefere o apelido de Patificação, revelou que se relaciona com policiais há mais de cinco anos. Geralmente, nas bases das UPPs. Segundo ela, as visitas se estenderam pelas 37 unidades espalhadas pelo Rio.
— Fui a todas as UPPs. Fazíamos no horário de serviço, mas às vezes também saímos juntos. A maioria dos policiais eram casados.
A fama repentina e inesperada fez a família de Patrícia cortar a mesada que recebia durante os oito anos que vive no Rio. Mesmo assim, ela não se arrepende.
— Estou com a consciência tranquila, não fiz nada de errado.
Assista ao vídeo:



Fonte: R7

terça-feira, 20 de maio de 2014

289 vagas, em 39 instituições, nos cursos de enfermagem, farmácia, análises clínicas, citopatologia, radiologia e imobilizações ortopédicas das instituições privadas de ensino técnico conveniadas com a SES.

FormaSUS inscreve candidatos de nível técnico


Foto: Divulgação

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) inicia, nesta segunda-feira (19/05), o processo de inscrição para os interessados em bolsa do nível médio do Programa FormaSUS. Ao todo, estão sendo ofertadas 289 vagas, em 39 instituições, nos cursos de enfermagem, farmácia, análises clínicas, citopatologia, radiologia e imobilizações ortopédicas das instituições privadas de ensino técnico conveniadas com a SES. 
 
As inscrições serão efetuadas até as 23h59 do dia 30/05 exclusivamente pelo endereçohttp://formasus.saude.pe.gov.br, preenchendo formulário de inscrição específico disponibilizado no ambiente. Podem concorrer alunos que cursaram o ensino médio nas escolas públicas de Pernambuco ou nas particulares na qualidade de bolsista integral.
 
O resultado preliminar da seleção será no dia 04/06. O resultado final sairá em 10/06. Mais informações podem ser visualizadas no edital e na errata do edital, disponíveis abaixo, na área de download. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo formasus@saude.pe.gov.br
 
PRORROGAÇÃO - A SES ainda prorrogou, até o dia 30/05, as inscrições para os interessados nas vagas de nível superior do FormaSUS. As vagas são para os cursos de biomedicina, enfermagem, farmácia, fisioterapia, medicina, nutrição, psicologia, serviço social e tecnólogo em radiologia. As inscrições também devem ser realizadas, exclusivamente pelo endereço http://formasus.saude.pe.gov.br. É necessário que o candidato preencha formulário de inscrição específico disponibilizado no site do FormaSus. Confira abaixo o edital e as erratas.

DIVIDAS ACESSE: http://portal.saude.pe.gov.br/selecoes-e-concursos/formasus-inscreve-candidatos-de-nivel-tecnico

Sobe nº de homicídios no primeiro fim de semana após greve da PM-PE

SDS contabilizou 46 assassinatos entre sexta-feira (16) e domingo (18). De terça (13) a quinta (15), período da paralisação, ocorreram 40 crimes.

Foto: Divulgação

Do G1 PE
O primeiro fim de semana após o término da greve da Polícia Militar em Pernambuco foi mais violento do que os dias em que os PMs estavam de braços cruzados. De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), entre terça (13) e quinta-feira (15), período da paralisação, ocorreram 40 homicídios em todo o estado. Já entre sexta (16) e domingo (18), quando os policiais já tinham voltados às ruas e com as tropas federais fazendo o reforço da segurança no estado, foram registrados 46 assassinatos. Os dados foram apresentados, nesta segunda-feira (19), após balanço da operação militar, no Recife.

A quantidade de homicídios é maior, inclusive, do que a registrada no fim de semana passado, com 35 mortes. Maior também que nos quatro fins de semana de maio do ano passado (com 25, 24, 33 e 33 homicídios). “É rotina termos aumento de crimes no fim de semana, não podemos atribuir à greve. Não quer dizer que os homens não trabalharam nesse período. Há sempre curvas nesse tipo de estatística", ponderou o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.
Também presente na coletiva de imprensa, o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, delegado Osvaldo Morais, informou que entre quarta (14) e quinta-feira (15), foram registrados 11 casos de furto e roubos a lojas na Região Metropolitana do Recife, registrados em delegacias distritais. A quantidade de casos registrados em delegacias especializadas não foi informada. Já o Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri) registrou 13 ocorrências no período.

Essas ocorrências, sendo 37 na capital e 74 na RMR, resultaram em flagrantes, inquéritos, TCOs e ocorrências com menores. "Várias pessoas têm se apresentado à polícia, espontaneamente. Essas pessoas não são presas agora, mas, futuramente, a Justiça pode decretar a prisão delas. Só da Delegacia de Abreu e Lima saíram hoje [segunda] dois caminhões lotados de produtos roubados que foram devolvidos. Quem não devolver o que pegou, pode ser preso em flagrante por receptação qualificada", explicou Morais.

De acordo com o secretário da SDS, se for necessário, ele vai providenciar na Justiça mandatos de busca e apreensão. Ele também acrescentou que as delegacias de Abreu e Lima e Cavaleiro, no Grande Recife, receberam reforços para dar agilidade às investigações. Nesses dois locais, além do município de Paulita, houve saques a diversos estabelecimentos comerciais.  Os inquéritos estão sendo abertos por cada caso registrado, com várias pessoas incluídas na mesma ocorrência.

MPPE vai denunciar envolvidos em saques
Antes da coletiva, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) entregou ao governo uma mídia digital contendo imagens de saques no comércio de Paulista e Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, realizados durante a greve da PM. Algumas mostram, inclusive, donos de lojas sendo agredidos por vândalos.
As imagens foram reunidas pela Federação do Comércio do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE). "Nós demos o material à Polícia Civil para ajudar nas investigações, as quais estamos acompanhando. Aproveitamos também para pedir agilidade na conclusão dos inquéritos para podermos fazer as nossas denúncias à Justiça", disse o procurador-geral de Justiça, Agnaldo Fenelon.

Chefe da Polícia Civil, delegado Osvaldo Morais, informou
que entre quarta (14) e quinta-feira (15), foram registrados
11 casos de furto e roubos a lojas na Região Metropolitana
(Foto: Luna Markman / G1)


De acordo com Fenelon, cada suspeito será investigado e as condutas, individualizadas. "Mesmo aqueles que entregaram os objetos que furtaram serão denunciados à Justiça. A entrega pode apenas atenuar a pena. Vamos denunciar todos os envolvidos, não vamos aceitar saqueadores em Pernambuco", apontou.

O presidente da Fecomércio-PE, Josias Albuquerque, não informou o valor do prejuízo causado pelos saques, mas citou, como exemplo, que apenas um supermercado perdeu R$ 700 mil.

Sindicância vai investigar grevistas
A Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) abriu sindicância, nesta segunda (19), para investigar transgressões disciplinares de PMs durante a greve da categoria. Além do inquérito disciplinar, serão abertos inquéritos policiais militares.

O número de PMs investigados não foi informado. "A sindicância é para confirmar o fato e quem participou, para depois ver o limite de atuação de cada pessoa. Ninguém ainda foi preso", disse o secretário da SDS, Alessandro Carvalho.

De acordo com Carvalho, a operação militar em Pernambuco permanece no estado até o prazo delimitado, 29 de maio, comandada pelo general Jesus Corrêa. "Todo dia a gente avalia o desempenho da operação e, por enquanto, ainda não é momento de pedir dispensa dessa medida", apontou.
  

Dois terços dos lucros gerados pelo trabalho forçado vêm da exploração sexual

US$ 99 bilhões, provêm da exploração sexual para fins comerciais

Foto: Divulgação

Agência Brasil
Dois terços dos US$ 150 bilhões anuais de lucros gerados pelo trabalho forçado, ou seja US$ 99 bilhões, provêm da exploração sexual para fins comerciais, enquanto os restantes US$ 51 bilhões resultam da exploração econômica, incluindo o trabalho doméstico (US$ 8 bilhões), a agricultura (US$ 9 bilhões) e outras atividades econômicas (US$ 34 bilhões), como a construção, as indústrias, as minas e os serviços de utilidade pública.

Os números baseiam-se em dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicados em 2012 e divulgados nessa segunda-feira (19), que estimam em 20,9 milhões o número de pessoas vítimas de trabalho forçado, do tráfico ou da escravidão moderna. Do total, 18,7 milhões estão no setor privado, 26% são crianças e 55% são mulheres ou meninas. Profissionais do sexo, agrícolas ou domésticos, os trabalhadores forçados do setor privado geram US$ 150 bilhões de lucros ilegais por ano em todo o mundo, mostra o levantamento.
O trabalho forçado implica um elemento de coação, ou seja, a vítima exerce a atividade sem ter dado consentimento prévio e sem liberdade para deixar de fazê-la, esclarece a OIT, sediada em Genebra.
Outra conclusão é que 44% das vítimas migraram dentro ou fora das fronteiras internacionais antes de serem submetidas ao trabalho forçado.
Em números absolutos, a região Ásia-Pacífico tem o maior número de trabalhadores forçados (no setor privado e no Estado), com 11,7 milhões de vítimas (56%).
Seguem-se a África (18%), a América Latina (9%), os países da Europa Central e do Sudeste e a Comunidade dos Estados Independentes, formada por ex-repúblicas soviéticas (7%), os países desenvolvidos e da União Europeia (7%) e o Oriente Médio (3%).
Uma das conclusões do relatório é que existe correlação entre a pobreza dos lares e a maior probabilidade de serem vítimas do trabalho forçado.
A OIT conclui também que foi registrado um recuo no trabalho forçado imposto pelo Estado (autoridades públicas, Exército ou forças paramilitares, participação compulsiva em trabalhos públicos e trabalhos forçados na prisão).
"Devemos agora focar-nos nos fatores socioeconômicos que deixam as pessoas vulneráveis ao trabalho forçado no setor privado ", disse, em entrevista, Beate Andrees, diretora do Programa de Ação Especial da OIT para Combater o Trabalho Forçado.


Mais de 600 vagas abertas para cursos em Caruaru e cidades vizinhas


Foto: Divulgação
O programa Novos Talentos do governo de Pernambuco está com mais de 600 vagas abertas para cursos em dez municípios do estado. Em Caruaru, no Agreste, as oportunidades são nas áreas de manutenção de maquinas de costura, eletrônica, planejamento e desenvolvimento de coleções, departamento pessoal, técnica de administração, técnicas de estilismo, técnica para encarregado de produção.
Ainda no Agreste, cinco cidades receberão os cursos. Poderão participar trabalhadores acima de 18 anos. A oportunidade é gratuita e uma conta com o apoio do Sistema “S”, através do Senai.

As inscrições e outras informações devem ser obtidas no site da Secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo: www.stqe.pe.gov.br.

Da Redação Liberdade 

Governo já fala em prorrogar Mais Médicos até 2019

Chioro promete publicar nas próximas semanas resultados que apontam o impacto positivo da presença dos médicos.

Foto: Divulgação

O governo brasileiro já fala na possibilidade de renovar o programa Mais Médicos por mais alguns anos, mesmo que a iniciativa não tenha completado sequer seu primeiro ano de vida. Em entrevista a jornais brasileiros nesta segunda-feira (19), em Genebra, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, deixou aberta a possibilidade de uma renovação além dos três anos originalmente planejados diante da constatação de que o País precisará de mais tempo para formar novos médicos que possam atuar nas regiões supridas pelo programa.

"Muito provavelmente será necessário renovar (o programa) mais uma vez", declarou Chioro. Em 2013, quando o programa foi criado o governo insistiu que se tratava de uma medida de urgência e que tinha como objetivo suprir um déficit de médicos em diferentes regiões do País. Agora, o governo não descarta que o projeto seja renovado. Se ele for estendido por mais três anos a partir de 2016, o projeto terminaria apenas em 2019. Mas o governo garante que estudará a situação de cada região caso a caso.

No total, 14,1 mil médicos passaram a fazer parte do programa, com uma presença importante de profissionais cubanos. O programa envolve 1,4 mil médicos brasileiros, além de outros 1,2 mil médicos brasileiros que estudavam ou atuavam no exterior e voltaram ao Brasil para o projeto. O restante foi preenchido por mais de 10 mil cubanos. "A regra foi super republicana", explicou Chioro. "Só podem pedir (o programa) municípios que estivessem dentro do critério que estabelecemos. Além disso, os primeiros a escolher onde queriam ir foram os brasileiros. O que sobrava foi para os cubanos", disse o ministro, apontando que muitos foram para áreas indígenas e para o sertão. "Eles não tinham muita escolha", disse.

O ministro aponta que cada uma das cidades atendidas será avaliada antes de uma eventual renovação e uma das esperanças é de que as vagas hoje preenchidas pelo Mais Médicos comece a ser ocupada por brasileiros que decidam permanecer nos municípios. Segundo ele, só entre 2013 e 2014, mais de mil brasileiros acabaram ficando nesses locais. Chioro promete publicar nas próximas semanas resultados que apontam o impacto positivo da presença dos médicos. "As primeiras avaliações são fantásticas", disse. "Consolidamos o programa. Tínhamos 13,3 mil médicos e identificamos mais 180 cidades muito vulneráveis que não haviam aderido ao programa. A presidente Dilma Rousseff nos autorizou a fazer um quinto e último ciclo e 111 cidades aceitaram o projeto. Hoje, temos 14,1 mil médicos e atendemos 100% da demanda dos municípios", comemorou.

PLANO - O ministro garante que, enquanto o plano emergencial é colocado em prática, as ações do governo não se limitam a importar médicos. Mas alerta que a formação de novos médicos pode levar de seis a nove anos. "Quem equacionou a questão da falta de médico não abriu mão de uma coisa: que o Estado regule a formação da força de trabalho em saúde", disse. Até 2017, 11,4 mil novas vagas serão abertas para o curso de Medicina no Brasil. Na semana passada, seis universidades do Norte e Nordeste anunciaram a ampliação de seus cursos e a construção de novos câmpus em cidades do interior. Segundo o ministro, outras 49 cidades que não têm faculdade de Medicina estão sendo vistoriadas para abrir edital de novas universidades. Outra medida para suprir o déficit de médicos em algumas regiões é ainda a de garantir a residência para profissionais em diversos locais do País, e não apenas nas grandes cidades. "Esse é um fator de fixação", disse.

PERFIL - O Ministério da Saúde também quer uma mudança no perfil dos médicos formados no Brasil. A grande curricular das faculdades mudou para colocar 30% da grade curricular de Medicina voltada à formação em atendimento básico. Para a residência, será necessário um ou dois anos de saúde familiar como precondição para que o aluno possa ir para sua especialidade.


Fonte: Agência Estado


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Um dedo de prosa e uma fatia de pé de moleque SANTA-MARIENSE ORGULHO DE SER!

-Maria Eugênia da Silva, 65 anos, Reconhecida nacionalmente por preparar há 14 anos o 

maior pé de moleque! Neste São João o pé de moleque pesará mais de 2 mil quilos e medirá 

14  metros.!!!

ELA É SANTA-MARIENSE É ORGULHO DE SER!




Quem nunca ouviu falar do São João de Caruaru que lance a primeira bomba rojão. A festa junina já garantiu à cidade o título de Capital do Forró e durante seu calendário junino, além do tradicional arrasta-pé, tem ainda o sabor das comidas gigantes espalhadas pela cidade. 

Por isso, o NE10 resolveu ir até o Agreste de Pernambuco para ouvir de perto a história da cozinheira Maria Eugênia da Silva, 65 anos, e bater um papo com essa mulher que ajuda a fazer do São João de Caruaru o maior do mundo. 

Reconhecida nacionalmente por preparar há 14 anos o maior pé de moleque, Maria do Bolo [como é conhecida e gosta de ser chamada] deixa de lado os ingredientes da iguaria, que já lhe garantiu vários prêmios, para falar de uma receita diferente: sua própria vida. 

Dona de uma simplicidade ímpar, ela escolheu a cozinha [seu lugar preferido da casa] para conversar com nossa equipe. 

INGREDIENTES 

Solteira 
6 filhos 
7 netos 
1 bisneta 
48 irmãos 
1 colher de chá de sonhos 
Algumas doses de amor 
E força de vontade a gosto





PASSO A PASSO 

Maria Eugênia da Silva nasceu no dia 21 de maio de 1946 na pequena cidade de Santa Maria do Cambucá, distante 146 km do Recife. E, assim como para muitas crianças do Agreste pernambucano, a brincadeira cedeu lugar para o trabalho. Por isso, ainda era pequena quando já garimpava na roça, ajudando os pais. 


"Nunca fui a uma sala de aula. Meu pai não deixava filha estudar. Ele dizia que era coisa só de homem. Mulher tinha que trabalhar na enxada e em casa. Hoje, são meus filhos que me ensinam", disse, lamentando não saber ler e escrever como gostaria. 

Perto de sua adolescência teve a oportunidade de deixar de lado o peso da enxada para trabalhar como empregada doméstica em Caruaru. "Meus pais resistiram, mas no fim deixaram eu ir", lembra. 

O tempo passou, ela trabalhou por mais de 12 anos em uma residência, conseguiu a vaga de zeladora de uma escola particular do município, conheceu aquele que foi pai dos seus seis filhos, mas nunca subiu ao altar. 

E é falando sobre os filhos que Maria do Bolo se emociona. "Em um momento da vida, tive que deixar um dos meus filhos com a família do pai que morava na Paraíba. O que eu não imaginava é que ele ficaria lá para sempre. Isso ainda dói", revela chorando ao lembrar que já passou fome ao lado das crianças, pois teve que deixar o trabalho da escola por causa da saúde debilitada. 

Desempregada, Maria do Bolo encontrou uma alternativa para recomeçar. Decidiu então fazer pamonhas, bolos, pé de moleque, pastel, coxinhas etc. para vender e garantir o sustento dos filhos. 

"Todos os dias eu saía de casa às 5h30 empurrando uma carroça com meus bolos para vender no centro da cidade. Tinha semana que dava um bom dinheiro, mas tinha semana que o movimento era fraco. Mas eu nunca pensei em desistir. No final da tarde, eu voltava para casa e sabia que no dia seguinte eu faria tudo de novo", recorda. 

Maria juntou dinheiro, fez de sua casa uma lanchonete e deu início a uma vida nova. Em 1998, ao lado da filha Katarina Silva, teve a ideia de fazer o maior pé de moleque durante o São João de Caruaru. E deu certo! 

A festa, que começou com a iguaria pesando 500 kg, aumenta a cada ano. Por isso, neste São João o pé de moleque pesará mais de 2 mil quilos e medirá 14 metros. ''Apesar da dificuldade em conseguir patrocínio, eu jamais vou desanimar. O bolo (em forma de pé gigante) fica exposto na rua onde moro e é servido de graça, ao som de muito forró pé-de-serra'', fala em tom convidativo. 

Então, para quem não resiste às delícias juninas, fica a dica. O maior pé de moleque do mundo este ano será dia 17 de junho, às 20h, na Rua 42, 135, bairro Rendeiras em Caruaru. Além de apreciar a iguaria, você também terá a oportunidade de conhecer de perto essa mulher de muitas lembranças e sonhos simples.

FONTE: Ne 10

Uma nova história para a casa de Clarice Lispector

Processo de tombamento, que deve ser iniciado no próximo dia 15, é o primeiro passo para criação de centro cultura onde viveu escritora.

Foi na década de 1920, diante da Praça Maciel Pinheiro, bairro da Boa Vista, que uma fantasia feita de restos de papel se tornou uma das felizes lembranças da infância de Clarice Lispector no Recife. Quase 100 anos depois do momento descrito no conto Restos de Carnaval, muito da aura que cercava o sobrado de número 387, onde viveu a escritora, se perdeu. Para resgatar a história da família Lispector e ravalorizar a praça, a Santa Casa de Misericórdia, atual proprietária do imóvel, dará entrada até o próximo dia 15 no tombamento do espaço. O processo é o primeiro passo para a restauração da casa e sua transformação em um memorial condizente com o valor da nobre ex-moradora. 
Batizado de Memorial Casa Lispector, o pré-projeto realizado pelo museólogo Nivaldo Vitorino propõe um museu diferente. No térreo, havá espaço para exposições temporárias, um café, loja de suvenires e uma exposição permanente de fotos da família no Recife. No segundo pavimento, cinco instalações com recursos multimídia farão uma releitura de contos de Clarice ligados ao Recife. Ao último andar ficará reservada a biblioteca, espaço de convivência e salas para oficinas de literatura e cinema. “Pretendemos tanger a obra de Clarice usando outras linguagens, proporcionando novos olhares sobre ela”, explica Nivaldo. 
A ideia de criar um espaço cultural partiu da sobrinha neta de Clarice, a cineasta Nicole Algranti. “O projeto foi imediatamente apoiado pela Diocese que retirou do imóvel o último inquilino ainda em 2011, deixando a casa livre para nós”, lembra Nicole. Desde então, ela vem procurando patrocínio para o projeto. Com o tombamento, que precisa ser solicitado pela Santa Casa, o financiamento do memorial será facilitado. “Estamos analisando o que é mais rápido e interessante para o projeto; se o tombo a nível municipal, estadual ou federal”, explica Rilane Dueire, superintendente jurítica da Santa Casa.
Para fechar o orçamento do memorial ainda precisa ser feita uma avaliação de restauração do imóvel. “Tivemos que lacrar as portas às pressas em junho do ano passado, quando manifestantes invadiram a casa e destruíram tudo, inclusive a escada que levava ao sótão mencionado em algumas obras de Clarice”, lamenta Rilane. A estátua de Clarice colocada na praça onde passou a infância também sofreu depredações e perdeu o abajur que compunha a obra. 
Reformada há pouco mais de um ano pelo custo de R$ 30 mil, a Praça Maciel Pinheiro passa por limpeza diária e conta com um posto fixo da Polícia Militar. “Mesmo com as melhorias, a gente passa por aqui todo dia, mas não para para observar. Acho que se tivesse um espaço diferente, além de movimento, ia fazer as pessoas valorizarem o lugar”, acredita a vendedora Girlane da Silva, 29 anos, que trabalha ao lado da antiga casa da família Lispector.



quinta-feira, 15 de maio de 2014

Termina a greve dos policiais militares em Pernambuco

AGORA TEM MUITO TRABALHO PELA FRENTE

Em assembleia, PMs decidiram terminar a greve. Decisão não foi unânime
Foto: Mariana Dantas/NE10

Do NE10 Com informações de Mariana Dantas, direto do Palácio do Campos das Princesas
Após três dias de braços cruzados, termina a greve da Polícia Militar de Pernambuco. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (15) à noite, depois de assembleia tensa dos PMs, ao lado do Palácio do Campo das Princesas, área central do Recife. A paralisação começou na última terça-feira (13) e, nas últimas 48 horas, a população pernambucana viveu um verdadeiro clima de guerra, com tanques do Exército circulando nas ruas da Região Metropolitana do Recife. O fim da greve não foi unânime.
A categoria conquistou quatro pontos considerados emergenciais. São eles: incorporação de gratificação por risco de morte ao salário base, beneficiando ativos e inativos; plano de cargos e carreiras a partir da próxima segunda-feira (19), com a criação de uma comissão que irá avaliar junto aos deputados estaduais as promoções na categoria; reestruturação do Hospital da Polícia Militar e criação de unidades de saúde para a categoria no interior do Estado; além da promessa do governo estadual de que o aumento salarial voltará a ser debatido na primeira semana de janeiro de 2014, após os impedimentos causados pela lei de responsabilidade fiscal e lei eleitoral.
» Com greve da PM, população em Pernambuco vive clima de guerra

O clima de insegurança começou com ondas de boatos nas redes sociais e se concretizou com cenas de vandalismo e saques em vários supermercados. Nesta quinta-feira terceiro dia da greve, lojas, escolas e instituições públicas fecharam as portas. A Força Nacional de Segurança do Exército esteve nas ruas na ação intitulada "Operação Pernambuco".

Nessa quarta-feira, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) declarou a ilegalidade da greve.

ONDA DE VANDALISMO CHEGA A CARUARU E TORITAMA

Segundo relatos de comerciantes e cidadãos, alguns vândalos também estão atuando na região de Caruaru e de Toritama.
Foto: Internet

Consideradas polos comercias as cidades do agreste começam a sofrerem pela falta de policiamento.
O comércio do centro de Caruaru está fechando as portas devido a assaltos realizados nas rua 15 de Novembro e no Parque 18 de Maio.



João Lira pede ajuda da força Nacional
G1.
O primeiro grupo da Força Nacional de Segurança Pública iniciou há pouco a mobilização para dar suporte ao esquema de segurança no Recife e Região Metropolitana, que estão sem a cobertura da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiro desde a manhã da última terça-feira (13). A Companhia Independente de Operações e Sobrevivência na Área de Caatinga (Ciosac) vai ficar responsável por orientar a Força Nacional na localização e geografia das cidades. O grupo, apesar de ser ligado à Polícia Militar, decidiu não apoiar a greve.
Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) deve trazer mais tropas da Força Nacional às 11h30 e outro às 16h30, conforme assessoria de comunicação do Governo de Pernambuco. O contingente das tropas não foi informado, segundo a assessoria, para não atrapalhar o esquema de segurança montado para coibir a onda de assaltos e vandalismo que aterroriza a população.

A presença da Força Nacional faz parte de um pedido feito pelo governador João Lyra Neto (PSB) ao Governo federal para preservar a ordem pública e a segurança dos cidadãos e do patrimônio do estado. A solicitação foi feita na noite de ontem (14), em caráter de urgência, e enviado para a presidente Dilma Rousseff (PT).

O pedido também foi encaminhado para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que desembarca na capital pernambucana por volta das 16h. Após se reunir com o governador, o ministro irá comandar pessoalmente a atuação das tropas federais.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Liberte-se das expectativas



As expectativas em relação ao trabalho, ao amor, aos filhos, ao que vai acontecer amanhã, podem nos aprisionar. Aprender a não se deixar levar tanto por isso traz mais leveza e prazer para a vida.



A pct, ou pacific crest trail, é uma trilha selvagem que atravessa nove cadeias de montanhas nos Estados Unidos. Começa no deserto de Mojave, na Califórnia, e termina 1 600 quilômetros depois no Estado de Oregon, perto do Canadá. Para a jovem Cheryl Strayed, decidir enfrentá-la a pé e sozinha parecia ser sua única alternativa para abandonar "uma vida de lama", provocada pela morte prematura da mãe, um casamento fracassado e o vício da cocaína. Acompanhada de uma mochila e um bastão de esqui, Cheryl partiu para essa jornada dentro de si mesma com um único desejo: libertar-se dos medos provocados pelas suas expectativas.

O que a pct ensinou a ela nessa jornada, descrita no livro Livre (Rocco), foi viver cada dia como se fosse único. Numa trilha selvagem não se pode prever nada e nem se preparar muito para o que pode ocorrer. O encontro com uma cascavel ou um lobo pode acontecer a qualquer momento, ou nunca. Além de um pequeno guia, ela não tinha mais nada com o que contar. O imprevisível estava sempre à espreita.

Pergunto: qual a última vez que treinamos assim com o desconhecido? Com o inesperado? Apenas tente se lembrar qual foi a última vez que decidiu abandonar temores e desejos gerados por suas expectativas e simplesmente se jogou num campo inteiramente novo. Será que você conseguiu se libertar do peso que as expectativas com relação ao futuro nos colocam nos ombros, mesmo que por um breve período? Ou que já pensou em dispensar pelo caminho esse mochilão interno cheio de tralhas que nos faz arrastar com a coluna curvada? Sabe qual foi a última vez em que você sentiu o prazer de soltar as rédeas e deixou de controlar a situação, de manipular e se preocupar, para que as coisas acontecessem do jeito que têm de acontecer?

E para sentir esse gosto de leveza, nem é preciso viagens longínquas. Podemos treinar esse soltar aqui, agora. É só querer. Já pensou como nossa vida se transformaria se não planejássemos tanto? Se decidíssemos prestar atenção mais profundamente a onde ela já está indo, para então decidir se acompanhamos, ou não, o seu rumo? Saborear a vida sem peso a nos levar pelo desconhecido, sem tantos cálculos e movidos apenas pelo prazer de senti-la?

E apresento uma boa razão para abandonar de vez tantas expectativas. Elas partem da nossa avaliação de uma realidade futura a partir da realidade presente. Temos certos dados, os combinamos entre si e temos uma ideia do cenário futuro. Mas seriam nossas avaliações de realidade algo confiável? Serão as expectativas uma boa indicação do que pode acontecer? Dois cientistas americanos, os psicólogos Cristopher Chabris e Daniel Simons, afirmam que não, basicamente porque somos incapazes de perceber até mesmo um gorila pulando à nossa frente.
O gorila invisível

Cristopher e Daniel bolaram uma experiência em que várias pessoas eram convidadas a contar quantos passes alguns jogadores de basquete faziam num vídeo de apenas um minuto. Todos prestavam atenção na contagem dos passes, uns 35.

Depois eram perguntados se tinham notado algo estranho na cena. Metade das pessoas diziam que não. O que era estranho, já que durante nove segundos uma aluna vestida de gorila pulava no meio dos jogadores. Seja porque fosse muito improvável imaginar um gorila no meio da quadra, seja porque as pessoas não conseguiam dividir sua atenção entre a contagem e o que estava acontecendo diante dos seus olhos, a verdade é que metade dos avaliados não conseguia perceber o gorila. É o que se chama de "cegueira inatencional", um ponto cego que não conseguimos identificar numa situação geral.

Ora, veja que seres pouco confiáveis somos nós ao avaliar uma situação... Não contamos com o imprevisível, mesmo se ele estiver pulando com um gorila diante de nós. Então, como podemos ter tanta certeza de nossa avaliação do que pode acontecer no futuro, se nem vemos o que está acontecendo no presente?

"O problema não é ter expectativas. O problema é acreditar muito nelas", diz a psicóloga mineira Rosa Bastos Fabretti. "Isto é, o medo e a esperança nos trazem expectativas de coisas boas ou ruins. De certa forma, é normal. O patológico é se agarrar no medo e na esperança, e se deixar alucinar pelasexpectativas", diz Rosa. "A vida não se expressa apenas dentro da margem estreita do que pensamos que vai acontecer. Isso é querer sufocá-la, criar uma grade interna de segurança e pensar que a existência só vai fluir dentro daquele quadradinho imaginado por nós. Ou ficar apavorado e em pânico quando ela se recusa a ficar enjaulada ali", afirma.

Esse é um bom motivo para abandonar o amor às suas expectativas: elas são bem menos criativas, generosas e inesperadas do que a vida. Então, cadê a serventia?


No Pico da Montanha


Medo e esperança são faces da mesma moeda, dizem os budistas. Se temos desejo, temos esperança. Se temos apego, temos medo. Um belo resumo de nossa vida. E oscilando entre medo e esperança, esquecemos de viver no presente. "Hoje temos um grande número de pessoas com depressão, tristezas ou remorso. Esses sentimentos são predominantemente causados pelo passado", escreveu o monge Genshô, da tradição zen, no seu blog, O Pico da Montanha. Gosto de acompanhar o que diz o monge Geshô. Ele dá sempre um toque sobre a vida cotidiana. Aqui ele fala como o passado pode arruinar o presente, se ficarmos agarrados a ele. Mas também escreve sobre os riscos de se grudar ao que pode ou não acontecer. "Outro problema é o futuro. O que farei amanhã, dívidas que terei de pagar, problemas a serem resolvidos, tudo isso gera ansiedade. Quando você vive no futuro é ansioso, quando vive no passado é deprimido".

Bom, né? Vivemos mesmo num tempo em que é muito difícil estar plenamente no presente, tudo nos puxa para fora. Nessa existência plena de distrações em que temos pouco tempo de entrar em contato com o nosso interior, com nosso corpo e as sensações provocadas pelos cinco sentidos. Muito longe do tempo e da realidade em que acordar de manhã respirando cheiro de mato e neblina, dar milho para as galinhas, rachar lenha, plantar ou cozinhar nos levava continuamente para o momento presente.

Também somos igualmente atraídos pelo passado ou pelo futuro. Nos preocupamos com o que pode ocorrer por causa dos nossos inúmeros compromissos, excesso de responsabilidades e mil atividades durante o dia. Uma vida frenética. E pelo passado, por causa de uma idealização exacerbada do que já aconteceu, das inseguranças que nos grudam como cola numa cadeira ao que está garantido, e pela falta de abertura às mudanças e transformações. A vida é obrigada a nos dar um pontapé para que tenhamos coragem para sair da zona de conforto.

Mas o que acontece quando se vive mais focado no presente? Um milagre: abre-se um espaço em que podemos viver momentos felizes, principalmente porque estamos mais abertos e prestando atenção no que está acontecendo no instante. Por exemplo: agora entrou um raio de sol no quarto e me aqueceu nesse dia frio; agora sinto meus pés quentinhos num sapato macio; agora meu namorado me abraçou e senti o perfume amadeirado de sua colônia de barba. No agora, a vida ganha cores, cheiros, sons, toques, sabores que proporcionam inúmeras pequenas alegrias. Da depressão e tristeza causadas pelo apego ao passado, podemos ir para uma intensa sensação de leveza e felicidade. 

Da ansiedade e angústia pelo futuro, para uma sensação de plenitude e abundância, e um sentimento reconfortante de que tudo vai dar certo. Pelo menos uma vez já nos sentimos assim: quando éramos bebês. E, por um momento, tínhamos todas as nossas necessidades satisfeitas: barriga cheia, cobertor macio, calor amoroso de mãe, paz e tranquilidade. Inteiramente imersos no presente, éramos felizes.

Esse estado de ser pode ser descrito como o de um profundo e silencioso isolamento, entregue ao fluxo da existência. "Esta condição inicial, de um abandono total ao fluxo da vida, me parece a pedra de toque da futura sensação de liberdade buscada em muitas práticas de meditação orientais. Trata-se de uma condição extrema da vida, que buscamos repetir numa prática do pensamento ou corpo, com intuito de encontrarmos a mesma paz e significado que um dia experimentamos. Uma forma de significar o indizível estado de só ser, que um dia vivenciamos sem experimentar - pois não havia, naquele momento inicial, um alguém para fazê-lo", me diz o psicólogo e pensador Levi Leonel de Souza. "Esse estado de solidão essencial pode ser experimentado nas etapas posteriores da vida em certos momentos bastante específicos - no clímax sexual, no sono profundo, na meditação e outras experiências-limites. Nestes instantes, podemos fruir de uma sensação corporal de indizível liberdade - um estado de profunda leveza de ânimo, com um significado atemporal e inespacial", afirma com precisão Levi. Essa sensação de plenitude é o que vamos tentar encontrar outras vezes na vida. "Esta falta de referências no tempo e no espaço pode ser uma das buscas ao que chamamos 'liberdade'", ele diz.

É isso. A liberdade nos faz sentir vivos e plenos. Ao nos desligarmos das expectativas dos compromissos e possíveis cenários futuros, podemos respirar mais relaxados. Vivemos a cada momento o que tem de ser vivido. Meu Deus, que alívio.


O Campo do Desconhecido

Na sua visita ao Brasil, o papa Francisco nos deixou uma frase de ouro: "Um cristão deve conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus e viver na alegria". Gosto demais dessa reflexão, mas sobretudo da segunda parte. Ele não fala da esperança derivada da expectativa, a que espera que a vida aconteça de acordo com o que desejamos. Ele fala da esperança que confia em um outro poder, numa outra direção que não é a nossa, e que a aceita com alegria.

Na tradição japonesa, essa força ampla, que não depende de nós, chama-se tariki ou "outro poder". Também podemos batizá-lo de Deus, Tao, Campo do Desconhecido, Nuvem do Não-Saber, como se referem a ele diversos autores e tradições. "Tariki tem o poder de comover a todos nós, acreditemos ou não na existência de Deus ou de Buda, aceitemos ou não a existência de um mundo que não podemos ver, é uma esfera que transcende todas as fronteiras nacionais e étnicas. Tariki é aquele algo especial que todos estamos inconscientemente buscando", escreveu o escritor japonês Hiroyuki Itsuki no livro Tariki (Bertrand Brasil). Ele é um poder invisível que atua em nós vindo de outra esfera.

Tariki também é um conceito que se opõe ao poder resultante do esforço individual, do planejamento, precisão e cálculo, chamado de jiriki, o "poder próprio". "É o poder individual que chega aonde precisamos ir a partir dos nossos próprios conhecimentos, vivendo apenas com nossos próprios recursos", diz Clark Strand, um monge budista que abdicou de tudo para voltar ao cristianismo, depois de experimentar vários caminhos espirituais.

O ideal é que o "poder próprio", individual, esteja sempre alinhado com o "outro poder", e que a gente se lance na vida com entusiasmo e alegria, sabendo que o leme não é só nosso.

Há sempre um novo eterno e puro para ser vivido. Cheio de surpresas, de alegrias inesperadas, de confiança e fé. E é preciso começar a saber reconhecer para onde o vento do "outro poder" sopra. Para isso, é necessário relaxar o corpo, acalmar o espírito durante meditações ou orações, reconhecer os sinais enviados pelas sincronicidades e também ajudas inesperadas. Como Indiana Jones diante do desfiladeiro no filme A Última Cruzada, é um caminho que se faz debaixo dos nossos pés a cada passo, no vazio, quando temos no coração a fé inabalável de que trilhamos uma rota invisível.

E essa jornada começa com um primeiro passo: abrir-se para
o novo semexpectativas. É com esse estado de espírito que a jovem americana iniciou a trilha a que me referi no começo desse artigo. E só para contar um pouco mais, vou dizer como acaba essa história: Cheryl resolveu viver onde terminava a PCT, no Oregon, casou-se, teve filhos lindos e, aos 44 anos, tornou-se uma escritora premiada. Algo bem diferente do que apontavam todas as expectativas.
Fonte: Revista Vida Simp