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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Quem o mercado está contratando e quem está demitindo hoje

Confira os cargos que apresentam oportunidades de carreiras mais atrativas em áreas como finanças, marketing, TI e RH


Engenheiro de meio ambiente é uma das carreiras em alta em 2014, segundo consultoria - Divulgação

economia em ritmo mais lento tem causado algumas mudanças na gangorra das profissões. É o que revela levantamento recente feito pela Page Personnel, empresa de recrutamento especializada em profissionais técnicos e de suporte à gestão. De acordo com Ricardo Haag, gerente-executivo da consultoria, os últimos quatro anos da economia brasileira foram marcados pela abertura de um grande número de vagas, com empresas tentando atrair candidatos com potencial para enfrentar o que seria o boom do mercado brasileiro, mas também pelas dificuldades para contratação de mão de obra qualificada.



No entanto, diz Haag, este cenário mudou, e maio de 2014 registrou o pior resultado na criação de novas posições formais dos últimos 22 anos. Parte deste resultado negativo foi marcado pelo fraco desempenho da indústria, que apresentou uma queda de 0,8% em seu resultado em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Entre janeiro e maio deste ano, foram criados 543.231 postos de trabalho, o pior resultado para os cinco primeiros meses de um ano desde 2009. Em relação ao mesmo período do ano passado, e queda é de 18,8%. Este ritmo lento da economia brasileira, que apresentou um crescimento de 0,2% do PIB no primeiro semestre de 2014, muda a configuração do mercado de trabalho, ressalta o executivo:

— O menor número de posições criadas faz com que profissionais passem mais tempo buscando novas oportunidades e “entre empregos”, cenário parecido com o ano de 2009, marcado pelo período pós-crise.

Hoje, segundo o gerente-executivo da Page Personnel, os setores de agronegócios, construção civil e serviços são responsáveis por mais de 70% das posições trabalhadas pela consultoria e passam a apresentar oportunidades de carreiras mais atrativas, maior número de vagas, e crescimento mais acelerado para seus profissionais.

E com o desempenho ruim da economia, desligamentos, vagas “congeladas” e um número menor de posições abertas, as empresas passaram a ficar mais exigentes em suas contratações e com os profissionais que compõem seus quadros de funcionários. Hoje, estão em busca daqueles mais experientes e que possam suportar momentos mais turbulentos:

— Essa mudança no cenário causou uma procura mais intensa por pessoas com esse perfil. Cerca de 80% das posições que trabalhamos este ano foram substituições de profissionais que já faziam parte do quadro das empresas e foram trocados principalmente pela falta de idiomas, cursos necessários para desempenhar certas atividades, desempenho abaixo do esperado e motivos comportamentais.

Mas qual o perfil desejado pelas organizações? Haag afirma que os empregadores buscam cada vez mais profissionais com conhecimentos em idiomas (principalmente o inglês) devido à necessidade de autonomia para fazer contatos constantes com a matriz, além de trabalharem lado a lado com gerentes e diretores expatriados de outras operações.

E tem mais, acrescenta: graduação e cursos específicos são cada vez mais exigidos pelo mercado, principalmente para áreas como logística, engenharias, contabilidade e tributos. Ele cita o caso de profissionais sem graduação que atuam em ciências contábeis e encontram cada vez mais dificuldade para se recolocar na área, mesmo com experiência profissional comprovada.


CONFIRA O SOBE E DESCE DE 2014:


ALTOS E BAIXOS
Os cargos que hoje estão em baixa passam por processos de cortes de custos, falta de novos projetos, redução de equipes ou excesso de profissionais no mercado com experiência na função. Já as posições consideradas em alta apresentam menor número de profissionais qualificados ou a necessidade especifica de algum conhecimento.

— Um bom exemplo são os analistas de custos. Nos últimos meses, o mercado está aquecido para esses profissionais, devido ao momento de cortes de custos que as empresas vêm passando. Podemos também citar os analistas de remuneração, que passaram a reavaliar as estruturas de cargos e salários das companhias onde trabalham, buscando ser mais competitivos e otimizar os recursos paras novas contratações.

Haag ressalta que, apesar do momento e menor número de contratações, ainda existe um grande volume de vagas para profissionais bem preparados, principalmente aqueles que possuem conhecimentos em idiomas e estão dispostos a “vestir a camisa” das corporações.

De acordo com o levantamento da Page Personnel, há mais cargos em alta do que em baixa, apesar de o cenário ser menos favorável este ano. Na área de finanças, por exemplo, os cargos em alta são analista de tributos diretos, analista de custos e analista de planejamento financeiro. Neste setor, analista contábil e de RI apresentaram queda de demanda. 

Em Tecnologia da Informação, os profissionais mais requisitados são analista de suporte, coordenador de infraestrutura e analista de infraestrutura. Os postos em baixa são desenvolvedor. net e analista de sistema. Já em engenharia, as especialidades que estão sendo mais requisitadas pelas empresas são saúde, segurança e meio ambiente. Engenheiro de projetos, no entanto, teve queda neste ano.

Fonte: O Globo

 


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