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sábado, 12 de julho de 2014

Brasil e Holanda disputam terceiro lugar, um jogo em que nenhum dos jogadores desejaria estar


Felipão testou alternativas no treino: Fred, Hulk e Fernandinho saíram para as entradas de Jô, Willian e Paulinho


Felipão conversa com Willian na Granja Comary: meia pode ser novidade no time - Agência O Globo 


TERESÓPOLIS — Como uma espécie de penitência, Brasil e Holanda pisam o gramado do Mané Garrincha, às 17h deste sábado, para a mais ingrata das missões: disputar o terceiro lugar da Copa do Mundo. Nenhum dos jogadores gostaria de estar ali. Em especial os brasileiros. Seja qual for o resultado do jogo, é quase certo que não irá se sobrepor aos 7 a 1 aplicados pela Alemanha na semifinal. Pelo contrário, uma nova derrota será apenas um ingrediente a mais na lista de equívocos cometidos ao longo do Mundial.

A preparação para o jogo aconteceu num cenário que parecia sob medida. Na sexta-feira, a Granja Comary, em Teresópolis, teve uma das manhãs mais frias desde a chegada da seleção. Chovia muito. O ambiente era tão pouco convidativo a um treino quanto o espírito dos jogadores.

Aos poucos, a atmosfera se tornou mais descontraída e houve algumas brincadeiras. Após exercícios táticos, em que a defesa foi mais exigida, houve um treino recreativo. Quando trabalhou a parte tática, Felipão pôs Henrique na zaga, no lugar de Thiago Silva, que foi poupado, mas tem condição de jogo. Três titulares treinaram entre os reservas: Fred, Hulk e Fernandinho. Deram lugar a Jô, Willian e Paulinho, respectivamente. Neymar, que estará hoje com o time em Brasília, não apareceu na beira do gramado na manhã de sexta, mas viajou com a delegação à tarde.

Nos últimos dias, a comissão técnica fez um grande esforço para motivar o time. Houve reuniões com os jogadores em que, mais do que apontar os tantos erros cometidos durante o massacre imposto pelos alemães, tratou-se de mobilizar a equipe para o jogo com a Holanda.

— A vida segue. Todos vamos buscar outros objetivos. O primeiro deles é o terceiro lugar da Copa do Mundo. Este se tornou o nosso novo sonho — disse Felipão na entrevista coletiva da última quarta-feira.

Se há algo que pode movê-lo é uma rivalidade com o treinador holandês, Louis Van Gaal. No início do Mundial, incomodado com a tabela da terceira rodada, que colocava o Brasil para jogar antes da Holanda, com uma vantagem de “escolher” seu adversário nas oitavas de final, Van Gaal reclamou publicamente. Felipão reagiu dizendo que tais reclamações eram coisa de alguém “burro ou mal intencionado”. Felipão voltou a dar estocadas no rival quando a Holanda se classificou às quartas com um pênalti duvidoso marcado sobre Robben. Na sexta-feira, Van Gaal voltou a reclamar que teve um dia a menos que o Brasil para se preparar para a disputa do terceiro lugar. Um jogo que, segundo o holandês, nem deveria existir.

DESPREZO À TORCIDA

Os jogadores brasileiros continuam recebendo apoio da torcida. Cerca de 100 torcedores estavam na porta do Centro de Treinamento e outros tantos num condomínio ao lado do campo em que a seleção se exercitou. Levaram faixas de apoio e gritaram pelos jogadores mais queridos. No início, a retribuição veio em forma de acenos. Mas assim que Felipão encerrou a atividade, os jogadores viraram as costas e foram para os vestiários. Mais um erro para a coleção brasileira nesta Copa. Foi a cena final da passagem do time por Teresópolis, que agora volta à vida normal.

Fonte: O Globo

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